mangia che ti fa bene, meu amor
giovedì, marzo 11, 2004
Forminhas de batata e espinafre
Unte suas forminhas e forre-as com fatias bem finas de batata crua. Elas vão ser preenchidas com o seguinte recheio:
Uma verdura – eu escolhi o espinafre porque gosto mais. A receita original, copiada da Prova del Cuoco, usava chicória, que eu DETESTO. Refogue no alho e azeite e depois pique bem fininho, usando uma mezzaluna, uma tesoura de cozinha ou a combinação faca afiada + muita paciência. Esprema pra tirar o excesso de água.
Numa tigela jogue uns pedacinhos de pão, preferivelmente sem sal como o pão umbro ou toscano, que você, leitor (a) esperto (a), dourou levemente numa frigideira com azeite e um dente de alho in camicia (de camisa, ou seja, o dente de alho não descascado pra não queimar). Cubra com leite o quanto baste pra amolecer o pão. Quando estiver molinho, amasse grosseiramente com um garfo, junte um ovo, parmesão ralado e por último a verdura picadinha. Preencha as forminhas, cubra cada uma com uma rodela fina de batata e leve ao forno até a batata ficar douradinha. Desenforme e sirva com a carne.
Carne Assada Boazuda
Eu não sou muito fã de carne assada. Pena, porque é um dos únicos pratos que minha mãe sabe cozinhar muito bem (ela odeia cozinhar). Temperei do jeito que ela faz e ainda juntei umas maluquices minhas, e ficou óoootima.
Ingredientes:
Carne pra assar – aqui na Itália eu uso polpa scelta di vitellone, mas pode perguntar pro seu açougueiro que ele dá uma mãozinha
Marinada: vinho branco, MUITO alho, cebolas em rodelas, cenoura, aipo, louro, pimenta-do-reino, manjerona, e ainda usei um tiquinho de um pó pra temperar carne que trouxemos da Holanda porque a latinha era LINDA. Furei a carne e esfreguei com bastante alho e pimenta-do-reino, depois juntei os outros ingredientes e deixei tudo de molho até a tarde do dia seguinte. Tem que assar em fogo beeeeeeeeeeeeeeeem baixo, assim ela vai ficar super macia. As cebolas, o alho, a cenoura e o aipo vão se desmanchando e formando um molhinho bronzeado que é muito gostoso, basta bater num mixer ou amassar com o garfo e botar numa molheira. Servi fria, cortada em fatias e coberta com esse molhinho.
Molho de tomate picante que ficou maravilhoso
Ingredientes:
Muita cebola e alho picados
Azeite pra refogar o alho e a cebola
Cenoura e aipo
Louro
Manjericão
Pimenta vermelha tipo peperoncino, desmanchada com as mãos (não esqueça de lavar as mãos depois, senão vai ficar ardendo onde você esfregar os dedos – tipo os olhos. Vai por mim, não é legal.)
Esse molho não tem nada de muito diferente. Simplesmente dourei o alho e a cebola no azeite, joguei duas latas de tomate em pedaços, juntei os outros temperos e deixei a tarde inteira no fogo. Ficou de comer chorando. Sobraram dois potinhos que estão agora morando no meu congelador até a próxima falta de vontade de cozinhar.
Torta de cebola
Ingredientes
150 g de margarina
300 g de farinha de trigo
1 ovo inteiro
Sal
Já falei aqui que em massa de torta a farinha é sempre mais ou menos o dobro da margarina. Eu usei menos manteiga porque em vez de uma tortona fiz só 12 mini-tortas e por isso precisava de menos massa. Joguei umas colheres de margarina na tigela, juntei o ovo e fui adicionando farinha até a massa desgrudar da mão. Forrei as forminhas e parti pros recheios:
Cortei uma cebola média em fatias finiiiiiiiinhas e dei uma fervida pra reduzir a possibilidade de mau hálito no final da noite. Botei no fundo de 6 das mini-forminhas já forradas de massa e juntei umas folhinhas de alecrim, na falta da sálvia. Nas outras 6 botei pedacinhos de presunto e de mozzarella de búfala.
Misturei numa outra tigela um copinho de iogurte, uma caixinha de creme de leite e um punhado de parmesão ralado, e despejei por cima das forminhas já semi-recheadas. Levei ao forno até as bordas da massa ficarem douradas. As tortinhas ficaram deliciosas, e pelo menos o recheio não tinha muita gordura, ao contrário da receita original da minha avó.
lunedì, marzo 01, 2004
Quiche da Dona Alda (minha avó)
Massa
300 g de farinha de trigo
150 g de margarina (em qualquer massa pra empadão, quiche, etc a farinha é sempre o dobro da margarina)
125 g de iogurte natural
1 gema
1 colher de chá de sal.
A massa é bonita, lisa, fácil de trabalhar, e muito perfumada por causa do iogurte. Depois de sovar bastate, enrole em filme plástico e leve à geladeira por meia hora. Enquanto a bichinha fica lá descansando no frio, você vai fazendo o recheio.
Recheio clássico de queijo com presunto
4 ovos inteiros
2 potinhos de iogurte natural
200 g de queijo prato ralado
200 g de presunto picado
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
Recheio diferentaço e bonzão de couve-flor
4 ovos inteiros
200 g de creme de leite
1 potinho de iogurte natural
80 g de presunto picado
150 g de couve-flor lavada, separada em florzinhas bem pequenas, e fervida só um pouquinho
¼ de xícara de parmesão ralado
A preparação é igual pros dois recheios: ovos, iogurte, creme de leite, queijo prato ralado e parmesão no liquidificador. As partes sólidas – couve-flor, presunto – devem ser espalhadas por cima da massa, que você, leitor esperto, já esticou bem fininha numa forma redonda, de preferência com fundo desmontável. Depois é só jogar por cima a parte líquida, a que você bateu no liquidificador, e levar ao forno médio-alto. Demora um pouquinho pra ficar pronto, mas é muito, muito gostoso.
Bolo Prestígio
Massa
3 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar, mal cheias
3 colheres de sopa de manteiga
3 ovos
9 colheres de sopa de chocolate em pó
1 xícara de leite
1 colher de sopa de fermento em pó
Faça como qualquer bolo: comece batendo as claras em neve e reserve. Depois bata por MUITO tempo as gemas, a manteiga ou margarina e o açúcar, até ficar um creme claro. Depois a farinha de trigo e o chocolate, depois o leite e o fermento, e por último, NÃO BATENDO MAS MISTURANDO, as claras em neve. Coloque em uma forma untada e enfarinhada e leve ao forno médio-alto até aquele momento místico no qual você enfia o palito no bolo e ele sai seco. Não esqueça de não abrir o forno antes de uma meia horinha, pra ele não ficar com raiva de você e solar.
Eu usei cacau amargo em vez de chocolate em pó. Italiano não gosta de doce muito doce e fiquei com medo do pessoal não gostar. O resultado foi um bolo cheirosíssimo, com uma cor escura belíssima, com discretos reflexos avermelhados, estilo Coca-Cola. Eu não comi o bolo porque não gosto nem de bolo de chocolate e nem de côco, mas o pessoal adorou.
Recheio
2 xícaras de água
8 colheres de sopa de açúcar
Com esses ingredientes faça uma calda em ponto de fio (basta levantar a colher de pau com a qual você está mexendo a calda no fogo; a calda que cai da colher deve cair em fio, e não em gotas). Tire do fogo, junte meia lata de leite condensado e um côco ralado. Eu aqui não tenho côco pra ralar, lógico; comprei-o já raladinho, em pacote. Não sei a quantidade que eu usei, foi no olho mesmo. O objetivo é ficar uma cocada bem mole, pra você poder espalhar no bolo sem grandes dificuldades.
O bolo já esfriou o suficiente pra poder ser manipulado sem queimar a sua mãozinha? Então pegue uma faca de pão, daquelas compridonas, e corte-o à metade, no sentido horizontal. Use um prato raso pra apoiar a metade de cima, senão é capaz dela quebrar. Aliás, se não quebrar é porque não ficou tão fofinho assim... Espalhe a cocada sobre a metade de baixo, recoloque a outra metade do bolo no lugar com cuidado, e vá fazer a cobertura:
A outra metade da lata de leite condensado
6 colheres de sopa de chocolate ou cacau em pó
Um pouquinho de manteiga
Um pouco de leite se ficar muito dura
Deixe ferver até que a cobertura chegue a uma consistência com a qual você consiga espalhá-la sobre o bolo sem levar pedaços de massa junto quando passar a espátula. Deixe escorrer um pouco pelos lados do bolo, pra ficar bonitinho. Eu joguei chocolate granulado por cima, mas pode ser côco ralado também, ou pode até não jogar nada.
Deve ter ficado bom mesmo, porque os meninos fizeram coro pra eu abrir uma loja de doces.
venerdì, febbraio 20, 2004
Bolo Rufina
Rufina é o mix de cozinheira, governanta, quebra-galhos, ombro amigo e doméstica de uma super amiga de infância da minha mãe. Trabalha na casa deles desde que o mundo é mundo, e é realmente da família. Nunca vi cozinhar tão bem na minha vida! Cada almoço ou jantar na casa da Olívia e do Américo é uma orgia gastronômica (e uma das coisas que eu mais adoro quando vou comer lá é que o almoço começa sempre meio-dia, pontualmente – coisa de português. Eu normalmente começo a sentir fome lá pras onze da manhã, por isso almoços tardios acabam com meu bom humor). A Rufina é fenomenal e toda vez que a gente vai lá acaba voltando com uns pedaços de bolo, ou biscoitos, ou a receita de alguma coisa. Minha mãe me mandou essa receita rufínica ontem. Obviamente ainda não tive a oportunidade de fazer, mas confio no taco da Rufina, e publico mesmo sem provar. Olha como é fácil:
No liquidificador
6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
6 colheres de sopa de chocolate em pó
3 colheres de sopa de margarina
1 pacotinho de côco ralado
1 colher de sopa de fermento em pó.
De cobertura, faça um brigadeiro mole.
Comentário da minha mãe:
É uma diliça.
giovedì, febbraio 19, 2004
Torta Ridícula de Limão
Essa deve ser a torta mais ridícula do mundo de fazer, e é deliciosa, um dos poucos doces não-chocoláticos que eu como com prazer. Você vai precisar de uma forma daquelas com fundo que se solta (esqueci o nome), própria pra tortas.
Crosta ridícula
Biscoitos doces, de preferência tipo maisena (aqui na Itália uso os biscoitos tipo petit da Coop, que custam una cazzata), triturados de forma a virar uma farinha
Manteiga
Não vou dar a quantidade porque eu vejo tudo no olho. Basta misturar a farinha de biscoitos com a manteiga ou margarina, até ficar uma massa que você consiga “grudar” na forma, cobrindo o fundo e os lados. Lembre-se de que esses biscoitos já têm algum tipo de gordura na receita, por isso vá adicionando a manteiga aos poucos, usando o menos possível. E tome cuidado na hora de cobrir a forma pra não ficar um patacão de massa, porque torta estilo reboco é horrível, até porque é uma torta de limão, e não torta de crosta. O ideal é uma camada com o mínimo de espessura possível pra se manter colada à forma sem desmoronar. Claro que não precisa untar a forma; a manteiga da crosta impede a bichinha de grudar.
Forma devidamente coberta de massa, fure o fundo várias vezes com um garfo pra ajudar no cozimento, e leve ao forno médio até dourar. Idealmente deve ficar firme depois que sai do forno. Com os biscoitos petit ela fica com uma consistência muito estranha, parecendo espumosa, mas no final das contas fica boa do mesmo jeito.
Recheio ridículo
2 latas de leite condensado
1 lata de suco de limão VERDE
Claras em neve bem firme, batidas com uma colher de sopa de açúcar pra cada clara
Misturando bem essas duas primeiras coisas você vai ver que o suco de limão vai “cozinhando” o leite condensado, que vai ficando ligeiramente mais espesso. Quando estiver bem misturado, basta preencher a crosta com o recheio. Cubra delicadamente com as claras em neve e leve ao forno até o suspiro começar a bronzear LEVEMENTE. Fique de olho no forno, porque suspiro é danado pra torrar quando você não está prestando atenção.
Depois que esfriar um pouco espalhe umas raspinhas de limão por cima, pra ficar bonitinho, e deixe na geladeira até a hora de desenformar e servir.
É qualquer coisa essa torta.
